EVENTOS LITERÁRIOS

Patrícia Portela lança romance em diálogo com quadro de Goya.

Patrícia Portela lança romance em diálogo com quadro de Goya

17 mai 2026


A artista multidisciplinar Patricia Portela está de volta aos livros com “Hoje, 3 de maio”, um romance escrito a partir do quadro "Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808", de Francisco José de Goya. Uma história sobre a guerra vista à distância, o horror transformado em notícia e uma Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de violência.

«Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. A guerra à distância. O horror à distância. A morte à distância. O medo à distância. O desastre à distância. É tudo uma mera notícia.»

O livro, publicado pela Editorial Caminho, será apresentado no dia 17 de maio na KEF, com a presença da autora, do seu editor, Zeferino Coelho, da historiadora Raquel Varela e do jornalista espanhol Alfonso Armada.

 

 

Patrícia Portela é autora de performances e obras literárias. Estudou cenografia, artes plásticas, cinema e dança contemporânea. Tem um mestrado em filosofia pela Universidade de Lovaina na Bélgica. Trabalhou como figurinista e cenógrafa para várias companhias independentes, como o Teatro da Garagem, Teatro Meridional e Projecto Teatral. Fez guarda-roupa e décor para várias curtas-metragens de Luís Alvarães, Miguel Gomes e Fátima Ribeiro. Foi diretora artística do Teatro Viriato (2020-2022) e da Rua das Gaivotas 6 (2023-2024), cronista no JL, de 2017 a 2025, e na Antena 1, em 2019. É reconhecida "pela peculiaridade da sua obra" e recebeu por ela vários prémios, entre os quais o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/FCG para os espectáculos “Flatland I” (2004) e “Wasteband” (menção honrosa em 2003), foi finalista do Primeiro Prémio Multimédia Sonae/MNACC em 2015 com a instalação “Parasomnia” e foi finalista do Prémio de Grande Romance e Novela APE de 2013 com Banquete e do Prémio Correntes d'Escritas 2022. Obteve o Prémio Ciranda 2022 com Hífen, um romance que Miguel Real, do JL, considerou "histórico". 

Zeferino Coelho fez os estudos liceais em Guimarães e a licenciatura em Filosofia na Universidade do Porto. Em 1969, começou a trabalhar na Editorial Inova, onde se manteve até ao final de 1971. Entrou para a Editorial Caminho no início de 1977 como editor, onde se mantém até hoje. Foi editor do Nobel José Saramago e de sete vencedores do Prémio Camões, de Cabo Verde, Moçambique, Angola e Portugal: Arménio Vieira e Germano de Almeida, José Craveirinha e Mia Couto, Luandino Vieira, José Saramago e Sophia de Mello Breyner Andresen. Destes autores, apenas um não foi ainda publicado em língua alemã, o poeta moçambicano José Craveirinha. Em 2019, recebeu do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a condecoração de Grande-Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique. 

Raquel Varela é historiadora, professora universitária e investigadora.  Autora de A História do PCP na Revolução dos Cravos (2011), História do Povo na Revolução Portuguesa (2014), Breve História da Europa (2018) e Breve História de Portugal (2023). É especialista na história do 25 de Abril e também na história das revoluções no século XX.

Alfonso Armada é licenciado em Jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid e em Interpretação pela Real Escuela Superior de Arte Dramático. Em 2012, integrou a organização Repórteres Sem Fronteiras como vice-presidente. Trabalhou durante 14 anos no jornal El País, cinco dos quais como correspondente em África. Desde 1999 colabora com o ABC, onde desempenhou os seguintes cargos: correspondente em Nova Iorque (1999-2005), diretor jornalístico do Master ABC/UCM (2009-2015), diretor do suplemento ABC Cultural (2015-2017) e correspondente cultural. Cobriu o cerco de Sarajevo, o genocídio do Ruanda e o ataque às Torres Gémeas. Publicou, entre outros, os livros Cuadernos Africanos; España, de sol a sol; El rumor de la frontera (viagem pela fronteira entre os Estados Unidos e o México); Nueva York, el deseo y la quimera; Diccionario de Nueva York; Sarajevo. Diarios de la guerra de Bosnia; e El Celta no tiene la culpa, além de obras de teatro (La edad de oro de los perros / No hay esperanza para los malditos) e poesia em galego (Pita velenosa, Porta de dous perigos e TSC, Diario da noite) e em castelhano (Las tempestades, Cuaderno de Tánger e Cuaderno ruso).

 

Serviço

“Hoje, 3 de maio”, de Patrícia Portela
Dia 17 de maio, às 18h30
KEF - rua de Santa Catarina, 9, rés-do-chão, Lisboa
Sujeito a lotação